Trocando de roupa para o Banquete Nupcial

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Caminhada para o Céu

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Grande Divisão está aqui: Ponto (os bispos da Polônia) e Contraponto (Francisco).




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A Grande Divisão está aqui: Ponto (os bispos da Polônia) e Contraponto (Francisco)

RORATE CÆLI  13 abril, 2015  

Os Bispos da Polônia concluíram sua sessão plenária faz uma semana, e o parágrafo central de seu comunicado final foi uma forte reafirmação da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio e suas consequências na vida sacramental da fiel Igreja:

Declaração da reunião plenária da Conferência Episcopal da Polônia

Varsóvia, 12 de março de 2015.

De 11 a 12 de março de 2015, os bispos se reuniram na sede da Secretaria da Conferência Episcopal da Polônia em Varsóvia, em sua 368ª sessão plenária. També assistiu  arcebispo Celestino Migliore, Núncio apostólico na Polônia, e treze convidados da Conferência Episcopal.

…

3. Em vista do próximo Sínodo Extraordinário dos Bispos em Roma, os bispos farão uma reflexão sobre o matrimônio e a família. Esta reflexão  demonstra a importância da família desde a perspectiva das questões filosóficas, teológicas e jurídicas. Se identificou uma vez mais a importância imprescindível do sacramento do matrimônio e da família para o crescimento da vida cristã na Igreja. Se insistiu na necessidade de promover a pastoral das famílias, para fortalecer os fiéis na compreensão e o colocar em prática do matrimônio sacramental, tal como se entende como uma união sagrada e indissolúvel entre um homem e uma mulher. O ensinamento e a tradição da Igreja mostram que as pessoas que vivem em união não sacramental se privam da possibilidade de receber a Santa Comunhão. O cuidado pastoral  deve existir para  os que vivem neste tipo de união, para que possam ser capazes de manter a fé e continuar na comunidade da Igreja. O cuidado pastoral das uniões não sacramentais também deve ter em conta as crianças, que tem o direito de participar plenamente na vida e missão da Igreja. [*]

Assinado: os Pastores da Igreja Católica na  Polônia
Varsóvia, 12 de março de 2015.

***

Em sua homilia diária em Santa Marta na terça-feira, uma vez mais, Francisco fez uma  referência figurativa (ou não tão figurativa) para a questão da comunhão de certas pessoas, criticando os “doutores da lei”, baseado no evangelho de  “forma ordinária” para o dia – à vista dos debates que andam soltos por ele mesmo desde a promoção da tese do Cardeal Kasper sobre a “Misericórdia”; é evidente que a referência é sobre este tema.

Esta história [a cura do homem na piscina de Betesda], disse o Papa, trazendo sua reflexão ao presente, “que ocorre muitas vezes na vida: um homem -uma mulher- que se sente enfermo no espírito, triste, que cometeu muitos erros na vida, em um certo momento sente a agitação da água”. É “o Espírito Santo que move algo”,  ou a pessoa “ouve uma palavra” e reage: “Eu quero ir”. Assim, “se encontram com coragem e vão”. No entanto, “com qual frequência hoje nas comunidades cristãs” esse homem “encontra as portas fechadas”. Talvez ele ouça: “Não pode, não, não posso;  cometi  erros sobre este ponto e não posso. Se quiser vir, vai à Missa no domingo, mas detém-se ali, não faz nada mais“. [L’Osservatore Romano] 




Então aí está: a Igreja está dividida desde seu  lado superior. E agora o que acontece?

http://www.adelantelafe.com/la-gran-division-esta-aqui-punto-los-obispos-de-polonia-y-contrapunto-francisco/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

domingo, 8 de março de 2015

EXCLUSIVA: RORATE CÆLI ENTREVISTOU O CARDEAL RAYMOND BURKE: Não ficou tema por cobrir nesta entrevista, e sua Eminência nos dedicou tempo com incrível generosidade.

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EXCLUSIVA: RORATE CÆLI ENTREVISTOU O CARDEAL BURKE
RORATE CÆLI - 2 março, 2015


Na semana passada, Rorate Caeli entrevistou por telefone o Cardeal Raymond Burke com relação a numerosos assuntos. Não ficou tema por cobrir nesta entrevista, e sua Eminência nos dedicou tempo com incrível generosidade. Demonstrou uma grande capacidade intelectual e também grande humildade. E não se pode deixar de reconhecer e apreciar sua preocupação pelos católicos tradicionais.
Nesta extensa entrevista, Sua eminência fala de temas  candentes da atualidade, como as ameaças das autoridades vaticanas a blogueiros; o crescente número de sacerdotes que se colocam sob a autoridade dele; o desmantelamento dos Franciscanos da Imaculada; como podem salvar sua alma os católicos tradicionais neste mundo moderno e conseguir que seus filhos recebam os sacramentos segundo o rito tradicional apesar dos bispos contrários à dita prática;la confusão diária que cria o Papa Francisco, e muitíssimo mais.

Esta entrevista se pode reproduzir em papel ou pela internet, com a condição de reconhecer a autoria de Rorate Caeli.



AUTORIDADES VATICANAS AMEAÇAM EM PROCESSAR OS BLOGUEIROS

Rorate Caeli: Muitas graças, Sua Eminência, por conceder-nos uma entrevista. Sendo o blog tradicionalista internacional que goza de mais audiência, estamos convencidos de que infundirá muita esperança em nossos leitores e aos católicos tradicionalistas de todo o mundo.
Primeira pergunta: Faz pouco o mundo da Tradição se viu sacudido pela notícia da ameaça por parte de dois funcionários do Vaticano a blogueiros e jornalistas adeptos da Tradição. Parece bem essa atitude? Crê que vamos  ver mais casos parecidos?

Card. Burke: A menos que o blogueiro tenha incorrido  em calúnia enlameando injustamente o bom nome de alguém, não creio por nada que os católicos devem se preocupar  com esses assuntos. Creio que é preciso colocar-se em contato com ele. Suponho que o blogueiro católico age de boa fé, e se há alguém na hierarquia que se tenha incomodado, a forma de abordá-lo seria dirigir-se primeiro à pessoa em questão e procurar resolver o assunto. Tanto Nosso Senhor no Evangelho como São Paulo na 1ª Epístola aos Coríntios nos ensinam a não levar nossas disputas ao foro civil, porque como católicos deveríamos ser capazes de resolver essas questões entre nós. (cf. Mt. 18,15; 1 Cor. 6,1-6)

 Resultado de imagem para Rorate Caeli entrevistó por teléfono al cardenal Raymond Burke

A CONFUSÃO GERADA PELO PAPA FRANCISCO

Rorate Caeli: Depois de oito anos com o Papa Bento XVI, o clero, os seculares e até os meios de comunicação estavam acostumados à clareza. Diante da confusão que procede das afirmações diárias do Papa Francisco, o Sínodo, etc., é melhor concentrar-se mais nos problemas da Igreja a nível local e da paróquia e na Tradição em vez de pedir orientação à Roma para os assuntos de cada dia?

Card. Burke: Sim, a mim me parece que, de fato, o próprio Francisco deu a entender isso. Por exemplo, em sua exortação apostólica Evangelii Gaudium afirma que não a considera magistério (nº. 16). Com Bento XVI tínhamos um mestre consumado que nos dava extensas catequeses sobre os temas mais variados. Agora  digo aos fiéis que, se o método de ensino do Papa Francisco lhes suscita confusão, o importante é se dirigir  ao catecismo e ao que sempre   ensinou a Igreja e ensinar isso; fomentar  a nível de paróquia começando pela própria família. Não podemos desperdiçar energias frustrando-nos por algo que consideramos que  deveria ser dado a nós e não nos é dado. Ao contrário, sabemos com segurança o que sempre  ensinou a Igreja, e temos que confiar nisso e centrar nossa atenção nisso.

COMUNHÃO PARA OS ADÚLTEROS E ATAQUES À DOUTRINA

Rorate Caeli: A propósito desse ensinamento e das notícias que nos chegam: faz pouco teve bastante ressonância a notícia de que Sua Eminência resistirá a todo ensinamento heterodoxo sobre o matrimônio, assim como  afirmou que os católicos devem se defender, o que nos leva a outra pergunta.  Qual deve ser a reação de um católico fiel no caso de ter uma novidade na disciplina em relação à proibição de dar a Sagrada Comunhão para divorciados e adúlteros casados em segundas núpcias?

Card. Burke: O que fiz foi responder  uma pergunta hipotética. Alguns  quiseram interpretar  como um ataque ao Papa Francisco, quando não  era isso nem muito mais. Foi uma pergunta hipotética que imaginei, e me limitei a dizer: “Não existe autoridade que possa ordenar-nos agir contra a verdade, e além disso, quando a verdade está em perigo temos que defendê-la.” Isso foi o que quis  dizer. Quando me perguntaram o que aconteceria se se aprovasse esse projeto, disse: “Pois não teremos outro remédio senão resistir. Esse é meu dever.”

Rorate Caeli: Como pode se defender  um católico fiel? Em sua casa? Em um blog?

Card Burke:  Creio que tanto na própria casa como na vida pessoal tem que se agarrar  à verdade da fé tal como se a conhece, não ficar calado, e dar a conhecer ao Santo Padre a profunda preocupação que se tem; que não se pode aceitar uma mudança no magistério da Igreja que equivaleria  alterar seus ensinamentos sobre a indissolubilidade do matrimônio. Parece-me que é muito importante expor a falsa dicotomia estabelecida por alguns que dizem: “Que seja, só  vamos mudar uma norma, não vamos   tocar na doutrina”. Porém se se altera uma norma da Igreja no que se refere receber a Sagrada Comunhão por parte dos que vivem em adultério, é indubitável que se está alterando a doutrina sobre o adultério. Afirmar que se pode viver em adultério e receber os sacramentos equivale a dizer que em certos casos o adultério é tolerável e até bom. É uma questão muito grave, e nós católicos temos que insistir  que uma norma eclesiástica não se pode mudar de um modo que na prática debilite nosso ensinamento com relação a uma das verdades mais fundamentais,  relativa ao matrimônio e à família.

OS BISPOS DISSIDENTES E O MOTU PROPRIO SUMMORUM PONTIFICUM

Rorate Caeli: Falemos de algo que está dentro de sua competência: como podemos cumprir a promessa e o mandato do Summorum Pontificum neste momento particular da história da Igreja? Qual papel cumpre o Direito Canônico para tornar possível que se possa celebrar a Missa Tradicional em cada paróquia?

Card. Burke: A lei segue sendo a mesma que com Bento XVI. Não   mudou. O documento que regulava sua implantação foi promulgou pela Comissão Pontifícia Ecclesia Dei. Tudo isso segue vigente e insta a que quando um grupo de fiéis desejar a Missa Tradicional seja   proporcionada a dita Missa.

Rorate Caeli: Atendo-nos a Summorum Pontificum, no caso de famílias com crianças que nunca  conheceram a Novus Ordo e cujo bispo não cumpra o ordenado pela Summorum Pontificum administrando-lhes a Confirmação conforme o rito tradicional, devem levar as ditas famílias com seus filhos para outra diocese ou para uma paróquia de jurisdição pessoal como por exemplo a da Fraternidade  de São Pedro para confirmá-los conforme o rito tradicional?

Card. Burke: Certamente têm direito de receber os sacramentos conforme o rito tradicional, na Forma Extraordinária. Se não podem fazer  na própria diocese, sem dúvida podem pedir ao seu pároco que acredite que a criança está pronta para receber a confirmação, e confirmá-lo em outro lugar onde for permitido.

O DESMANTELAMENTO DOS FRANCISCANOS DA IMACULADA

Rorate Caeli: Como sem dúvida já sabe, nosso blog  publicou artigos desalentadores e assustadores sobre o desmantelamento da ordem dos Franciscanos da Imaculada há coisa de um ano. Considera Vossa Eminência que o comissário Padre Volpi operou com justiça? O que pensa da declaração que fez nos tribunais na mediação sobre a família do fundador?

Card. Burke: A verdade é que careço de informação direta para emitir um juízo. Tenho que reconhecer que, de  fora, é evidente que o Padre Volpi  tomou umas medidas muito enérgicas e com muita rapidez. O parecer –eu também li a notícia–, teve que reconhecer que a acusação que tinha feito contra o Padre Stefano Manelli, fundador dos Frades da Imaculada, e sobre seus familiares, no sentido de ter feito uso indevido dos bens temporais dos frades, era falsa. Depois   é um assunto muito grave. Muitos frades se foram,  e deveria haver uma forma de resolver a situação evitando o colapso da ordem. Porque era uma ordem sólida, com numerosas vocações e que exerce grande quantidade de apostolados. Isso é o que me preocupa.

Rorate Caeli: Há informações, e para dizer a verdade nos chegam notícias diretas disso, de que sacerdotes da ordem fogem ou se escondem, tomando essas palavras da ordem atualmente submetida ao Padre Volpi. Também nos chegam notícias de bispos que acolhem   sacerdotes de dita ordem que buscam refúgio em suas dioceses. Animaria Vossa Eminência a esses outros prelados para fazerem o mesmo?

Card. Burke: Se há um sacerdote que deseja abandonar sua comunidade, e é um bom sacerdote, e não há motivos para que o bispo o rechace, a mim me parece que um bom bispo acolheria o tal sacerdote e procuraria ajudá-lo a incardinar-se em sua diocese. Existe um processo para isso e toma seu tempo. O sacerdote que deseja abandonar sua comunidade religiosa necessita que um bispo  o acolha. Onde haja um bispo que possa receber o dito sacerdote, eu creio que o fará gostosamente, porque ajuda  um bom sacerdote a seguir exercendo seu ministério.


SACERDOTES TRADICIONALISTAS SUFOCADOS PELOS BISPOS DISCORDANTES

Rorate Caeli: o que acredita Vossa Eminência que deve fazer um bom sacerdote que está sufocado por seu bispo? Sabemos de muitos, mesmo não dando  seu nome publicamente. Alguns não desempenham missão alguma neste momento, e vivem de donativos e da ajuda de familiares e amigos, outros se veem obrigados a se integrar  em grupos independentes. O que aconselha aos sacerdotes que simplesmente querem viver, pregar e dizer Missa como o faziam todos os sacerdotes antes do Concílio?

Card. Burke: Simplesmente os animaria a buscar um bispo receptivo que esteja disposto a ajudá-los se podem, ou, se ele mesmo não puder ajudá-los diretamente, lhes ajudasse a encontrar outro bispo que lhes permitisse levar uma vida sacerdotal digna. Isso é tudo o que se pode fazer. Então, também existe o recurso de dirigir-se à Congregação para o Clero. Se o sacerdote considera que foi tratado injustamente, pode solicitar à congregação que intervenha.

Rorate Caeli:  Há notícias  que para solucionar o problema que acabamos de comentar, poderia estar em vias da criação  uma administração apostólica para os sacerdotes e religiosos tradicionais. A administração poderia resolver muitos dos problemas que enfrentam para viver sua vocação atendo-se estritamente a Summorum Pontificum. Poderia Vossa Eminência comentar em qual etapa poderia estar o processo de criação da mencionada administração apostólica?

Card. Burke: É possível que se faça algo assim. Não tenho notícia de que se esteja fazendo nada nesse sentido. Pode ser que sim, mas não ouvi nada. Então poderia ser, e seria uma forma de ajudar a esses sacerdotes e aos fiéis distos para seguirem em comunhão com a Igreja.

 MAIS SACERDOTES ESTÃO SE COLOCANDO SOB A AUTORIDADE DO CARDEAL BURKE

Rorate Caeli: Com respeito à pergunta seguinte, é possível que Vossa Eminência tenha uma predisposição nesse sentido, mas poderia teoricamente a Soberana Ordem Militar de Malta funcionar como administração apostólica concedendo faculdades aos sacerdotes e religiosos tradicionais?

Card. Burke: A Soberana Ordem Militar de Malta, os Cavaleiros de São João de Jerusalém, têm sacerdotes incardinados. Porém os incardinou como ordem militar soberana, não como administração apostólica. A ordem conta com um prelado nomeado pelo Santo Padre que participa no governo da ordem. É claramente o legítimo superior de todos os sacerdotes incardinados na ordem. Neste momento estamos estudando a situação, porque temos recebido solicitações de outros sacerdotes que desejam se incardinar  na ordem. Mas é indubitável que  isso já foi feito antes, e não há motivo porque não se possa voltar a fazer,  se bem não em virtude da fundação de uma administração apostólica mas da própria natureza da ordem.

O CELIBATO SACERDOTAL

Rorate Caeli: Já tínhamos pensado fazer esta pergunta há uns meses quando começamos planejar esta entrevista, e ontem precisamente o Papa disse que o tema dos sacerdotes casados estava em sua agenda. Corre grave perigo  neste pontificado o celibato dos sacerdotes de rito latino?

Card. Burke: Seria gravíssimo, porque tem a ver com o exemplo do próprio Cristo, e a Igreja sempre  valorizou muitíssimo que seus sacerdotes imitem o exemplo de Cristo, também no celibato. Eu vi  essa notícia, mas não  pude verificá-la, se isso acontecer será gravíssimo. A questão já foi estudada no sínodo dos bispos dos finais dos anos sessenta, e no sínodo se reafirmou categoricamente o ensino da Igreja sobre o celibato dos clérigos. Não  chamo norma porque é algo que desde os primeiros séculos foi considerado pela Igreja como o mais adequado para os sacerdotes. É mais que uma norma, e portanto é muito difícil conceber que mude a norma.

ALENTO PARA OS CATÓLICOS TRADICIONAIS

Rorate Caeli: O que poderia dizer para animar os católicos tradicionais que se esforçam por salvar sua alma e a de seus filhos neste mundo moderno, às vezes sem ver nenhuma ajuda por parte de Roma?

Card. Burke: Com frequência, os que me escrevem expressando desalento por esse motivo ou pedindo orientação em uma situação que se faz muito angustiante, lhes digo que nos momentos como os atuais em que há certa confusão no governo da Igreja temos que empapar-nos mais que nunca do  ensinamento constante da Igreja, transmiti-la aos nossos filhos e afiançar o conhecimento desses ensinamentos em nossas paróquias e famílias. Nosso Senhñor nos   assegurou uma coisa: não nos disse que a Igreja não seria objeto de ataques, nem sequer internos, mas nos garantiu que as portas do Inferno nunca prevalecerão sobre ela. Quer dizer, que Satanás nunca poderá triunfar sobre a Igreja apesar de seus enganos. Devemos ter confiança nisso e tomar com grande alegria e determinação ensinando a fé ou dando testemunho apologético às almas que não entendem a fé ou ainda não pertencem à Igreja. Sabemos que as portas do Inferno não prevalecerão, mas no entanto nosso caminho é a Via Crucis, o da Cruz. E se temos que padecer por aquilo em que cremos, pelo que sabemos que é verdade, podemos abraçar o sofrimento sabendo que no final quem triunfe será Cristo. Será Ele quem finalmente vença com todas as forças do mal no mundo e  regenerará a nós e ao mundo restituindo-o ao Pai. Assim é como procuro animar os fiéis católicos. Creio que é importante também que os católicos tradicionalistas devotos se conheçam e apoiem mutuamente, que se ajudem uns aos outros para levar as cargas, como diz a Escritura. Devemos estar preparados para isso e ser conscientes de que pode haver famílias que sofram alguma dificuldade neste sentido, procurando estar o mais unidos possível.

HAVERIA UM CONCÍLIO VATICANO TERCEIRO?

Rorate Caeli: Graças. Só  nos resta umas poucas perguntas. Algumas notícias soltas mas de fontes confiáveis indicam que Francisco está considerando convocar um Concílio Vaticano Terceiro. Sabe Vossa Eminência algo sobre isso?

Card. Burke:    Não, em absoluto.

PROCEDIMENTO PARA ELEGER BISPOS

Rorate Caeli: Em geral, com Bento XVI as nomeações episcopais   nos Estados Unidos eram de tendência conservadora. Não era assim em toda  parte. Isto dá lugar a um claro distanciamento entre os sacerdotes e os fiéis da nova geração que são em boa medida conservadores e apegados ao verdadeiro catecismo, à moral católica e a uma liturgia reverente. Está Vossa Eminência a favor de uma nova orientação na hora de nomear bispos nos Estados Unidos  e outros países? Parece acertado o método atual de seleção de bispos?

Card. Burke: Eu diria que sim. Requer consultas, e não só  para outros bispos e sacerdotes da diocese, mas para os fiéis seculares. Além disso, sempre existe a possibilidade de que leigos a nível individual ou grupos de fiéis manifestem à Congregação para os Bispos ou ao núncio. Eu creio que o mais importante é fazer saber ao nuncio apostólico que quando se estiver pensando em nomear bispo para uma diocese há muitos fiéis católicos que têm umas necessidades particulares e expressar ditas necessidades.

MISSÃO ATUAL NA IGREJA

Rorate Caeli: Em que  está se concentrando principalmente Vossa Eminência nestes dias?

Card. Burke: Estou-me centrando mais do que nada na Soberana Ordem Militar de Malta. Estou ajudando o Grande Mestre no governo da Ordem, sobretudo na esfera espiritual. A Ordem tem uma dupla missão: a defesa da fé e a atenção aos pobres. São duas coisas que, francamente, andam de mãos dadas. Estou ajudando em assuntos relativos a estrutura da Ordem a fim de cumprir ambas finalidades com mais eficácia, mas também em assuntos que surgem inevitavelmente em toda organização católica com respeito à doutrina e a moral. E estou dedicando também tempo para estudar e escrever sobre questões importantes para a Igreja atual.

RESTAURAÇÃO DA IGREJA POR PARTE DOS TRADICIONALISTAS

Rorate Caeli: Crê que os católicos tradicionalistas assumirão um papel mais destacado no futuro na restauração da Igreja?

Card. Burke: Creio que sim. Cada vez conheço  mais famílias  firmemente católicas devotas da Missa tradicional, e creio que essas famílias terão cada vez mais influência nos tempos vindouros. Se essas famílias influem nas outras, está claro que cada vez o movimento terá mais impulso.

Rorate Caeli: Há algum outro aspecto que não tenhamos tratado e sobre o que  gostaria acrescentar algo?

Card. Burke: Simplesmente, eu gostaria de animar todos a colocar sua devoção  na Sagrada Liturgia, que constitui a máxima expressão de nossa fé católica, de nossa vida em Deus, e para que se dediquem   plenamente ao estudo do catecismo da Igreja Católica e o ensinamento da fé em seu lares e comunidades particulares. A Igreja tem sofrido terrivelmente nas últimas décadas por culpa de uma catequese tão deficiente que os fiéis –crianças, jovenes e inclusive adultos–, não conhecem sua fé, e é preciso falar disso porque ambas coisas vão de   mãos dadas. Quando conhecemos bem nossa fé, temos um vivo desejo de dar culto a Deus conforme  ela, e ao mesmo tempo o culto a Deus nos infunde mais desejos de conhecer nossa fé. E claro, depois tudo se manifesta em nossa vida mediante a caridade, sobretudo em benefício dos que padecem mais necessidades.

Rorate Caeli: Isto nos leva à última pergunta. Vossa Eminência   mencionou muitas vezes a família no lar. Crê que eram proféticas as palavras de João Paulo II quando falava da Igreja doméstica?

Card. Burke: É claro que sim. Ele dizia que a Igreja nos chega por meio de nossa família, e é assim, nem mais nem menos. O próprio Cristo chega por meio de uma família. Foram palavras proféticas no sentido de que expressou uma vez mais o que a Igreja  entendeu desde o  princípio. O conceito de Igreja doméstica é muito antigo, e se voltou a se expressar no Concílio Vaticano Segundo. É uma terminologia muito antiga para se referir  à família. Foi profético no sentido de que expressou o que Deus   nos ensina sobre a família.

Rorate Caeli: Não temos mais perguntas para Vossa Eminência. Muito obrigado por ter-nos dedicado um tempo e por seu excelente serviço   à Santa Madre Igreja.

[Traduzido por J.E.F. Artigo original. Qualquer reprodução desta tradução deve levar um link deste artigo original em espanhol] Email this page

 http://www.adelantelafe.com/roratecaeli-exclusiva-rorate-caeli-entrevista-al-cardenal-burke/

sábado, 24 de janeiro de 2015

Aos 9 anos, Antonija perdeu a capacidade de sentir medo. Ia à missa diariamente, detectava os espiões comunistas e dizia a eles: «Se você é muito notado, trabalha mal»

ReligionenLibertad.com

Iba a misa diaria, detectaba a los espías comunistas y les decía: «Se te nota mucho, trabajas mal»

Aos 9 anos, Antonija perdeu a capacidade de sentir medo.
Ia à missa diariamente, detectava os espiões comunistas e dizia a eles: «Se você é muito notado, trabalha mal»

A veterana atriz e diretora de teatro Antonija Apele recebeu em 1941 um dom peculiar - perdeu a capacidade de ter medo, e a de chorar

P. J. Gines/ReL - 20 janeiro 2015 - religionenliberdade.com

Antonija Apele é uma importante diretora de teatro na Lituânia, atriz veterana e trabalha –ainda depois de aposentada- na Rádio de Riga.

Tem uma característica muito especial que  marcou toda sua vida desde que os soviéticos deportaram  seu pai e quase ela também   quando tinha 9 anos: nesse 14 de junho de 1941 perdeu todo medo, e desde então não  experimentou nunca essa emoção. Também perdeu a capacidade de chorar.


Seu crime : ser inteligente
Seu pai era escritor, “amava o silêncio, passava longas horas escrevendo em seu escritório”. Sua mãe era professora, e no dia da deportação estava dando aula em outro povoado a 27 quilômetros. Eram, portanto, inteligente, ou seja, da classe letrada, não operários, automaticamente suspeitos para o sistema comunista.


A URSS tinha ocupado a Estônia, a Letônia e a Lituânia em 1940 como parte do pacto Molotov-Ribbentrop com os nazistas. No dia que Antonija perdeu o medo faltavam só  8 dias para que esse pacto acabasse e Hitler ordenasse invadir o espaço soviético pela surpresa. Mas na Rússia e na Lituânia ninguém  sabia ainda, claro, e os soviéticos se dedicavam a deportar de repente  milhares de cidadãos bálticos, especialmente das classes letradas.


Em vagões de gado, separando pais de crianças
“Chegaram à meia-noite. Disseram para nós, entre gritos e ameaças que tínhamos meia hora para recolher nossas coisas. Era uma operação medida e controlada. Eles haviam feito isso desde a meia-noite, e fomos os últimos”.

Na estação de trem da pequena cidade de Rezekne concentraram  centenas de famílias. Tinham pessoas metidas em vagões de gado que pediam água e comida porque tinham passado muitas horas fechados. Já era de noite e estavam separando as crianças dos adultos, para colocá-los em vagões diferentes.

“Separaram-me de meu pai e comecei a chorar enquanto ele tratava de infundir-me calma e serenidade com um olhar que não esquecerei jamais. Meteram-no em um dos vagões e por fim a locomotiva começou a se mover e se perdeu na escuridão entre colunas de fumaça”.

Anos depois, companheiros de seu pai contaram a Antonija como ele morreu em uma prisão da Sibéria, após suportar uma tortura atroz. “Ao escutá-los vieram aos meus olhos umas lágrimas humildes, quentes, libertadoras”. Foi a única vez que conseguiu chorar desde esse dia de 1941.

Uma salvação misteriosa

Como é que Antonija não chegou a ser encerrada em um dos vagões de crianças deportadas?

Alguns soldados decidiram jogar  um jogo macabro com ela.  Olharam-na, e ao vê-la tão pequena e magra pensaram que teria uns 6 anos, e não os 9 que realmente tinha completado. “Vamos provar   esta, o melhor tem sorte e se salva”, riram-se. E a deixaram junto à estrada dizendo-lhe: “Corre!”


Talvez eles quisessem jogar para agarrá-la, ou forçar outros membros  para correr atrás dela e fazê-los ficar mal. Mas ela correu com todas as forças de seus 9 anos e se meteu no bosque enquanto os enfurecidos guardas  a perseguiam.   Escondeu-se atrás de um arbusto, conteve a respiração… e sentiu o metal frio de uma pistola sobre sua fronte. “Se te mover te mato”, lhe disse uma voz.

E desde esse momento não recorda nada mais. Não recorda nada dos sete dias seguintes.


“Aquela semana ficou sepultada em um buraco negro em minha memória. Perguntei para muitas pessoas do povoado: não sabem nada ou fingem não saber”, explicou.

Quando abriu os olhos Antonija estaca em sua cama, com sua mãe, que se tinha salvado da deportação porque, mesmo estando nas listas, o condutor encarregado de ir  buscá-la no outro povoado a salvou dizendo aos sus superiores que não tinha gasolina para a viagem de ida e volta e estes desistiram.

A mãe foi à estação de trem mas quando chegaram os vagões tinham partido, tudo estava vazio. Voltou desolada para casa. “Nas primeiras horas da manhã escutou uns golpes na porta. Abriu e me encontrou no chão desmaiada. Quem tinha me levado até ali? Possivelmente nunca o saiba”.

“Naquele dia passei tanto medo que desde então não voltei a experimentar uma sensação de perigo ou temor”.

Um dom de Deus: não ter medo nunca

Sua mãe e sua avó perceberam. Por exemplo, a menina ia dar recados cruzando sozinha o cemitério a noite. Uma vez caiu um raio ao seu lado e nem se abalou. “Como é possível que nem sequer tenha gritado? perguntou sua avó assombrada.

Quando alguém não tem medo, não é fácil que compreenda o medo dos demais, custa mais simpatizar com eles e suas debilidades.

Na adolescência caçoava de suas amigas e seus medos. E sua mãe, boa mestra, chamou-lhe a atenção por isso:
“Como se atreve  a usar dessa maneira o dom que Deus  lhe concedeu?”, disse a ela.

Explicou que não ter medo não era um mérito seu, mas um dom concedido por Deus que devia agradecer e aproveitar.

“Para mim Deus me conserva  nesta terra para rezar pelos que se foram, e a você deu essa fortaleza para que ajude os que têm uma alma frágil. Nisso se parece  com sua avó”, disse sua mãe.

“Minha avó era uma polonesa de grande coração e uma fé tão sólida como a catedral de Riga. Todos os que a conheceram me diziam que me parecia com ela por meu caráter forte e exigente”, recorda Antonija.



Antonija Apele ainda dirige os atores da Rádio Lituânia

Não ter medo sob um regime  de terror
Ter um caráter forte e independente debaixo de uma ditadura comunista não é recomendável. Carecer de medo em uma sociedade dominada mediante o terror e a mentira, é buscar  problemas. Antonija nunca ocultou sua fé católica, e   pode se dizer que teve sorte por não sofrer mais represálias.

“Em certas obras de teatro, a maioria de meus colegas diretores  pulavam as referências a Deus e tudo o que pudesse incomodar o rrgime. Eu não, não estava disposta a trair minha fé, fosse o que fosse”.

Uma vez um comissário político ficou irritado com ela por cantar uma canção religiosa em uma representação, mas ela, furiosa, lhe respondeu: “Declamei exatamente o que vi  no script. Quer que te  ensine, camarada?”

O comissário, que não estava acostumado  encontrar resistência, prefiriu deixar  passar.

Os espiões nas paróquias
Devido a sua falta de temor e sua visão do mundo como um teatro Antonija se permitiu algumas cenas tragicômicas, próprias do mundo soviético.

Ela ia à missa  diariamente, e cada certo tempo detectaba o espião do turno que o regime  enviava a tal ou qual paróquia.

“As pessoas na missa, ao vê-lo, começavam a tremer, dissimulava e fazia o possível para passar despercebido. Os paroquianos fingiam ser turistas que tinham entrado na igreja por curiosidade. Para mim aquela situação quase me divertia. Se via um espião –dava para se notar à distância- me ajoelhava ao seu lado, fazia o sinal da cruz de forma ostensiva e lhe dizia ao ouvido enquanto me levantava: ‘Ouve, todos estão percebendo sua presença. Trabalha muito mal!’”

O espião não voltava a aparecer por ali, “talvez temendo que eu fosse de outro corpo de espionagem porque nessa época meio mundo espionava o outro meio”.

Aprender a desculpar os outros
Esta mulher sem medo e sem lágrimas, exigente diretora de teatro, de personalidade forte, era dura com os outros, e  sabia. Enfureciam-lhe as pessoas com dupla vida… que na URSS era muita gente, os que tentavam parecer por um lado comunistas exemplares e se deixavam  ver rezando na igreja, por exemplo.

Sabia que como católica devia perdoar a covardia de uns e as hipocrisias de outros, mas lhe custava. Um dia rezou para a Virgem para que lhe ajudasse a saber desculpar e ser paciente, e pouco depois conheceu um sacerdote que a animou a ir aprendendo a desculpar e perdoar pouco a pouco, não de repente.

Seu primeiro êxito consistiu em deixar de criticar e desprezar os cristãos batistas. Precisamente um batista, o que tinha mania sem nenhuma razão concreta, lhe convidou para trabalhar na rádio Começou a admirar seu conhecimento das Escrituras e outras virtudes. “Senti como se a Virgem me dissesse: deixa de murmurar e de brigar com seus irmãos cristãos e começa a compreendê-los. A partir de então deixei de etiquetar as pessoas”.

Também desde esse momento começou a ser mais amável e compreensiva com os atores, e especialmente com as atrizes,  que dirigia. “Para ser exigente não precisa gritar, nem humilhar, nem ferir”, aprendeu.

Antonija Apele contou seu testemunho no interessante livro de testemunhos de José Miguel Cejas "O baile após a tormenta" (Rialp)

Um vídeo dos afazeres de Antonija Apele na Rádio Lituânia

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

TIME, o ebola e a morte como espetáculo.A revista TIME fez sua tradicional capa do ano (pessoa do ano 2014) para quem se entregou na luta contra o ebola e, sobretudo, para quem atendeu aos enfermos.

actualidadyanalisis.blogspot.com.br 


TIME, o ebola e a morte como espetáculo

Publicado por Jorge Enrique Mújica, LC

A revista TIME fez sua tradicional capa do ano (pessoa do ano 2014) para quem se entregou  na luta contra o ebola e, sobretudo, para quem atendeu aos enfermos. No artigo principal da edição americana há referências a esses heróis que não só  nos casos do ebola entregam sua vida dia a dia sem esperar nada em troca: homens e mulheres de fé entre os quais se contam milhares de missionários, sacerdotes e freiras católicas. 

O ebola foi uma epidemia em 2014. Tem sido sobretudo a Igreja católica e algumas ONG as que tem desdobrado sua força para tratar de contrapor os efeitos e a difusão do vírus. No caso das freiras e missionários católicos a ajuda sanitária vai aparelhada na proximidade da fé. 

Portanto, naturalmente estou completamente de acordo com esta capa que reconhece, em definitivo, a capacidade da entrega humana. A que vem então o fato da morte como espetáculo? Graças a 'The Objetive' vi  uma foto de cidadãos de Serra Leoa (país duramente golpeado pelo ebola) fotografando o cadáver de um homem aparentemente jovem morto em plena rua por causa do vírus do qual estamos falando. É verdade  que já não se pode fazer algo por um morto mas fotografá-lo e depois colocar nas redes sociais é o que se pode ou deve fazer? 


Foto de Baz Ratner para Reuters.

E a foto me fez pensar nessa outra da menina morrendo também por causa do ebola no chão de um hospital africano...


Foto de Samuel Aranda para o New York Times.

Escusado será dizer que todos ficam indignados nas redes sociais em situações semelhantes. Só os religiosos católicos e alguns outros voluntários são movidos a não comentar nos meios que talvez nem usem, mas no calor humano das pessoas que talvez a última coisa que vão   receber é uma amostra de carinho antes de ir-se deste mundo. 

http://actualidadyanalisis.blogspot.com.br/2014/12/time-el-ebola-y-la-muerte-como.html

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O negro vivo importa? 78% dos abortos em Nova York foram feitos em negros ou bebês hispânicos.

lifenews.com 

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O negro vivo importa? 78% dos abortos em Nova York foram feitos em negros ou  bebês hispânicos

por Steven Ertelt | New York, NY | LifeNews.com | 1/12/14


Um novo relatório dos Centros de Controle de Doenças confirma que 78 por cento dos abortos realizados em bebês em Nova York foram feitos em bebês que eram negros ou hispânicos. Mas vocês vão se surpreender se verem motins nas ruas ou ativistas de direitos civis, como a NAACP ou Jesse Jackson reclamando, da mesma forma que eles condenaram o assassinato de Michael Brown em Ferguson, Missouri.

Os novos dados CDC confirma 77,56% dos abortos em 2011 foram feitos em bebês afro-americanos e hispânicos - consistentes com relatos prévios de exercícios anteriores.

CNS News tem mais :

O relatório de Vigilância para o Aborto publicado pelo CDC, para os quais os números mais recentes do aborto são de 2011, mostram que houveram 76.251 abortos em Nova York naquele ano.

Para esse total, 9.550 abortos eram de bebês brancos, que é de 12,5% do total; 35.188 bebês eram negros (46,1% do total); 23.959 eram hispânicos (31,4%); e mais 7.554 "outros" abortos, de 9,9%, o que inclui os asiáticos e nativos americanos, bem como os bebês não relatados.

Os abortos de bebês negros e hispânicos combinados totalizaram 59.147 - ou seja 77,56% do total de abortos em NYC.

Os negros, de acordo com o US Census Bureau , compõem 25,5% da população da cidade de Nova York, e os hispânicos constituem 28,6% da população NYC. Apesar destas percentagens de população, os negros compõem 46,1% dos abortos, e os hispânicos, 31,4%.

Enquanto os brancos compreendem 44% da população de New York City, fizeram-se 12,5% dos abortos totais naquela cidade.

Esse total para uma cidade, 76.251 bebês mortos, supera o número de abortos de qualquer notificação do estado, de acordo com o CDC.

Os números do CDC são geralmente de um ano atrás e subestimado em comparação com dados do pró-aborto Instituto Guttmacher, anteriormente filiados a Planned Parenthood, o maior negócio do aborto da nação. Eles também diferem das estatísticas oficiais da cidade que New York coleta.

Em 2012, havia mais bebês negros mortos por aborto (31.328), em Nova York do que nasceram lá (24.758), e as crianças negras mortas compostas de 42,4% do número total de abortos na Big Apple, de acordo com um relatório da Secretaria Municipal New York de Saúde e Higiene Mental.

O relatório tem o direito, Resumo de Estatísticas Vitais 2012 a cidade de Nova York, os resultados da gravidez , e foi elaborado pela Secretaria Municipal New York de Saúde e Higiene Mental, Escritório de Estatísticas Vitais. (Veja  Gravidez 2012.pdf Outcomes NYC Saúde )

Havia 6.570 mais abortos que nascimentos de crianças negras. No total, foram 73.815 abortos, o que significa que os 31.328 bebês negros abortados composta de 42,4% do total de abortos.

A proporção de aborto em toda a cidade caiu para pouco mais de 37% em 2012, um recorde de baixa desde 1970, quando o aborto foi legalizado em Nova York. O Bronx continua a liderar a cidade com uma proporção de aborto de 47%. A maior queda na proporção de aborto foi em Brooklyn, que viu a queda de proporção de 37% para 34%. Staten Island continua a ter o menor índice em 29%.

A Fundação Chiaroscuro forneceu a LifeNews mais detalhes sobre os números de aborto em New York City. Enquanto a taxa de aborto da cidade ainda é quase o dobro da média nacional, o progresso é animador, diz ele.

"Temos vindo para aumentar a consciência sobre a alta taxa de aborto de New York City para os últimos quatro anos, e certamente estamos encorajados pelo progresso feito durante esse tempo", disse Greg Pfundstein, presidente da Fundação Chiaroscuro. "Vamos continuar a trabalhar com os líderes comunitários, igrejas e organizações que partilham a nossa preocupação com este problema e para ajudar as mulheres que enfrentam uma gravidez não planejada encontrar o apoio de que necessitam em suas comunidades.

http://www.lifenews.com/2014/12/01/black-lives-matter-78-of-abortions-in-new-york-city-were-done-on-black-hispanic-babies/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Bebê por nascer com Espinha Bífida sofreu surpreendente operação no útero para reparar sua coluna.

lifenews.com 



Bebê por nascer com Espinha Bífida sofreu surpreendente operação no útero para reparar sua coluna.

por Steven Ertelt | Londres, Inglaterra | LifeNews.com | 11/17/14  


Quando seu bebê tinha 20 semanas de gestação, os médicos diagnosticaram espinha bífida na  filha nascitura de  Gina Beddoe e Dan Lavis. Infelizmente uma alta porcentagem de bebês diagnosticados com essa condição médica, enquanto estão no útero se tornam vítimas de aborto - mas não a pequena Frankie Lavis.

O casal disse que o pensamento de abortar  nunca passou pela sua mente e Beddoe leu on-line sobre uma nova operação pioneira para reparar a espinha da bebê Frankie no útero. Os fundos de saúde 'care pogram' administrado pelo governo concordaram em financiar a cirurgia e  o casal viajou para a Bélgica para um dos quatro hospitais do mundo, que oferecem a operação.

Levou duas horas e 22 funcionários cirúrgicos para fecharem a lacuna na espinha de Frankie e ela nasceu em agosto com 35 semanas - e para a alegria de seus pais, ela estava se movendo e chutando suas pequenas pernas no ar. É muito cedo para dizer se Frankie está livre de quaisquer sinais da doença, mas o fato dela pode mover as pernas significa que seu sistema nervoso está funcionando.



Veja mais aqui:

"Nós nem sequer tivemos que perguntar um ao outro se iríamos continuar com a gravidez," disse o Sr. Lavis.

"Temos muito bom apoio de amigos e familiares e sentimos que poderiamos lidar com outra criança se ela ou ele tivessem necessidades extras", acrescentou a sra. Beddoe.

Foi logo após o diagnóstico que a Sra. Beddoe leu on-line sobre uma nova operação para reparar a espinha bífida, enquanto o bebê ainda estava no útero. Ela descobriu que o Dr. Welch, ex-presidente da International Fetal Medicine and Surgery Society, tinha ligações estreitas com o professor Jan Deprest em Leuven Teaching Hospital, na Bélgica. 

O Professor Deprest foi um dos primeiros cirurgiões  a realizar a operação e  apenas um dos quatro centros na Europa  atualmente executam.



Atualmente, a cirurgia para fechar a coluna vertebral é normalmente realizada logo após o nascimento, pela qual pode já ser estabelecidos neste tempo  os danos  para os nervos.

Três anos atrás, um seminário de procedimento nos EUA da nova cirurgia,  foi desenvolvido por cirurgiões no Hospital Infantil de Filadélfia, onde  já foi realizado 200 vezes, mostrou pela metade a taxa de deficiência em bebês espinha bífida, em comparação com a cirurgia após o nascimento .

O relatório - publicado no New England Journal of Medicine em 2011 - descobriu que 40 por cento dos bebês operados no útero precisavam de uma válvula para hidrocefalia pelo tempo  de 12 meses de idade, em comparação com 82 por cento dos bebês que fizeram a cirurgia depois que nasceram.

Dos 64 bebês do estudo que tiveram a nova cirurgia no útero, 42 por cento estavam andando em 30 meses, em comparação com 21 por cento dos 70 bebês que tiveram a cirurgia após o nascimento.

Apesar de fechar a medula espinhal não irá reparar danos nos nervos que já ocorreram, foi pensado para evitar maiores danos e evitar o acúmulo de líquido cefalorraquidiano.

"A idéia é que o fechamento da lesão medular no útero evita danos secundários aos nervos e inverte a mal-formação," diz o Dr. Welch.

Após o aconselhamento, o casal optou pela nova operação. 

http://www.lifenews.com/2014/11/17/unborn-baby-with-spina-bifida-undergoes-amazing-operation-in-the-womb-to-repair-her-spine/

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

As Freiras Dominicanas de Lerma explicam o que é o Halloween: não é cristão; é culto a satanás; bruxaria...

ReligionenLibertad.com

Las Dominicas de Lerma explican qué es Halloween: no es cristiana; culto a satanás; brujería...
 Um cristão deve celebrar o Halloween?

As Dominicanas de Lerma explicam o que é o Halloween: não é cristão; é culto a satanás; bruxaria...

Halloween

ReL - 26 outubro 2014 - religionenlibertad.com

As Dominicanas de Lerma são religiosas contemplativas que vivem num  pequeno povoado de Burgos (Espanha). A cada dia enviam o que elas chamam de: um "desafio do Amor", que é uma reflexão espiritual dirigida sobretudo aos seculares.

Estas freiras de clausura  receben muitas perguntas e inquietações, e entre elas está o chamado "assunto Halloween", que nos últimos anos  disparou a preocupação de muitos fiéis que veem nesta festa pagã uma conotação anti-cristã..

O que é esta festa do Halloween? 
As Dominicanas de Lerma respondem ao que muitas pessoas lhes perguntam: "Devemos ou podemos celebrar esta festa?". E esta é a resposta das religiosas:

«Primeiro teria que se perguntar:  Mas na realidade o que é esta festa de Halloween?  Quem se esconde detrás dela?

»1. NÃO é uma atividade cristã. Nenhuma igreja de denominação cristã celebra esta data. Nem católicos, nem evangélicos, celebram  e nunca celebraremos uma noite dedicada à exaltação da bruxaria em nenhuma de suas formas.

»2. Vai contra os ensinamentos de Jesus. Jesus é  contra a bruxaria em todas as suas formas: espiritismo, feitiçaria, adivinhação, leitura de cartas, horóscopos, astrologia e tantas máscaras com que se encobre a maldade. Estas têm sido declaradas inimigas da Palavra de Deus desde tempos muito remotos e vão contra todos os ensinamentos de Nosso Senhor, que disse claramente que "quem não está comigo está contra mim". Existem inumeráveis referências bíblicas onde se condena o uso de todos estes tipos de mal.

»3. Serve para render culto a satanás. Mesmo que na aparência seja uma atividade recreativa e muito chamativa, sobretudo para as crianças, seu verdadeiro significado segue oculto aos nossos olhos. Em muitos países, incluindo o nosso, os grupos satânicos usam essa noite para um "culto" especial dedicado a satanás e em muitos países ao redor do mundo, se fazem sacrifícios humanos, sobretudo de crianças que são sequestradas em seus lares e que são oferecidas como vítimas inocentes em uma noite de luxúria, drogas, álcool e todo tipo de libertinagem, nas chamadas "missas negras".

»4. Opõe-se ao primeiro mandamento. Este tipo de atividades, não exalta o nome de Jesus, nem tem nada a ver com seu Pai Celestial e muito menos com o Espírito Santo do Deus Altíssimo. Portanto, vai em contraposição ao primeiro mandamento de amar a Deus com toda nossa alma, nossa mente, nosso coração, com todas nossas forças, em fim com todo nosso ser.

»5. Participar do Halloween é se esquecer de Deus. Participar quer dizer "ser parte de": se você participa  está sendo parte desta tremenda responsabilidade espiritual: Não só está se afastando ou esquecendo da adoração ao Deus Eterno e Imortal, mas está sendo parte de uma atividade que glorifica as bruxas e ao seu pai satanás.

»6. Contamina e escraviza  nossas crianças. Não existe magia branca e magia negra, não existe bruxas boas e bruxas más. Toda a atividade demoníaca se disfarça e se oculta para ganhar adeptos e então muitas vezes "vestimos"  nossas criancinhas como "bruxinhas" w "diabinhos". Jesus disse: "Deixaivir a Mim as criancinhas e NÃO AS IMPEÇAIS, porque delas é o Reino dos Céus". Jesus necessita de suas crianças livres de todo tipo de máscaras e limpos de toda contaminação.



»Agora deixem que teu amor ao Senhor decida sobre esta festa e realmente se quiserem viver em Cristo não o substituas por nada. Feliz domingo. VIVAM EM CRISTO

https://www.youtube.com/watch?v=0RvCN-umfrM

»Outras coisas evidentes entre o Halloween e o ocultismo são as seguintes:

1. Lâmpadas dentro das abóboras: Representam imagens demoníacas.

2. Meia Lua: Representa a magia

3. Maçãs: Para adivinhar a sorte.

4. Morcegos e corujas: Associadas à crença de comunicação com os mortos.

5. Fantasmas e duendes: Mensageiros privilegiados "especiais" para transitar entre os pagãos.

6. Gato negro: Reencarnação dos mortos malvados.

7. Pentagrama com um círculo: Símbolo de proteção.

8. Escovas: Exercitam a energia liberada.

9. Esqueletos: Abundam entre o anoitecer e as trevas do Halloween.

10. Estrela de cinco pontas com meia lua: Representa a magia.

11. Os disfarces do Halloween: Poderiam proceder da ideia dos druídas célticos, segundo se crê, os participantes em uma cerimônia usavam cabeças e peles de animais para adquirir a força do animal que representavam.

12. O costume do "presente ou travessura": Provém da tradição irlandesa em que um homem conduzia uma procissão para recolher contribuições dos lavradores, para que as plantações não ficassem amaldiçoadas pelos demônios.

13. Pescar maçãs num tonel com água: Vem de uma antiga prática de adivinhação do futuro. O participante que conseguisse agarrar uma maçã com os dentes podia contar  que sairia bem em seu romance com a pessoa de sua escolha.

14. As avelãs: Usavam-se para a adivinhação de assuntos amorosos.  Algumas guloseimas do Halloween tinham objetos dentro que serviam para adivinhar o futuro».


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http://religionenlibertad.com/las-dominicas-de-lerma-explican-que-es-halloween-no-es-cristiana-38336.htm